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Gaia faz 6 anos.

Fizemos 6 anos hoje! Ela de vida terrena e eu como mãe dela. Nem nos meus sonhos mais perfeitos e idealizados eu consegui sonhar com o que você é hoje pra mim. Você é a luz que ilumina os nossos dias. Te amo infinito.
#gaia

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Para Theo Levi e Gaia

Dos 30 aos 39 pari 3 vezes.

E essas crianças, chegaram com várias missões. Desde o dia em que olhei para o rostinho de cada uma delas pela primeira vez, tive a mais absoluta certeza de que uma dessas missões estava muito clara: me ensinar.

Há 13 anos, que aprendo todos os dias. E como todo aprendizado tem lições muito duras, que custam a entrar. E outras de fácil beleza.

Das lições que aprendi com Theo, Levi e Gaia, aqui estão algumas:

1 - Aprendi a brigar pelo que se quer. E quando tem o que se quer, poder dividir ou mesmo abrir mão. E está tudo bem.

2 - Aprendi à deixar as pessoas partirem.

3 - Aprendi à perdoar.

4 - A desapegar.

5 - A chorar por 1 dia a morte e no dia seguinte, esquecer a dor. E seguir a vida.

6 - Aprendi a dizer Eu Te Amo até fazendo cocô.

7 - À não esquecer uma promessa.

8 - Aprendi que a gente pode sim, ter saudades de alguém que passou por aqui, sem peso. É só saudade. E que ela também passa.

9 - Que não é um dia por vez que se vive, mas são os minutos, as horas, os períodos do dia, que se vive. Um de cada vez.

10 - Aprendi que a presença traz infinitamente mais felicidade do que um presente.

11 - Que eles aprendem com exemplos e não com blá blá blá.

12 - Que o tempo não volta mais e que o hoje é a nossa única certeza.

13 - Aprendi que não adianta colocar o que eles não gostam, escondido na comida. Eles sempre descobrem.

15 - Aprendi a respeitar o tempo de cada um e de todos.

16 - Que sou amada incondicionalmente.

17 - Aprendi que sempre cabe uma amizade nova.

18 - E à receber todos com alegria quando chegam em casa.

19 - Aprendi a ter vários melhores amigos. Mesmo aqueles que acabei de conhecer

20 - Com eles, aprendi a ver o lado bom das pessoas.

21 - A ver o meu lado bom.

22 - Aprendi sobre justiça e sobre ser justo.

23 - A dar abraços beeeem apertados.

24 - À lutar como uma leoa.

25 - Aprendi que um sorvete alegra o dia.

26 - E um chá antes de dormir, nos faz eternos cúmplices.

27 - E que uma estória ou história, acalma o coração.

27 - Com eles, aprendi que a minha ausência dói mais em mim, do que neles.

28 - E que por mais sombra que eu esteja, eles ainda enxergam a minha Luz.

29 - E que eu não preciso ir para a África para salvar o mundo.

30 - Aprendi que uma respiração antes de falar, pode evitar tristezas.

31 - Que a gente pode sim, chorar alto.

32 - E que a febre fortalece.

Por causa deles, tenho medo de morrer e não estar aqui para vê-los crescer. Eu amo vocês, com toda a minha imperfeição e pré sabedoria, Theo, Levi e Gaia.

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18 de fevereiro de 2017

Hoje você faz 13 anos.

Há 13 anos que acordo e durmo pensando em você.

Há 13 anos que eu rezo para que o melhor te aconteça. Para que você tenha saúde. E foi neste tempo, há 13 anos, que eu descobri o que é o amor de verdade.

Quando você nasceu, eu tinha 30 anos e uma vida bem egoísta. Quando você chegou, eu aprendi a te amar. Passamos por muitas coisas juntos. Foram 5 mudanças de casa e 3 mudanças de vida. Seus irmãos chegaram para tumultuar a sua vida e ter você como exemplo. Chegaram pra te amar. Muitas vezes, eu não soube o que fazer com você, tive dúvidas, medo, solidão. E quando eu me sinto no escuro, você vem com uma frase que ilumina o meu caminho. Te peço perdão, quando errei. Porque com você me deparei com a minha limitação de fazer a coisa errada, mesmo achando naquele momento que estava fazendo a coisa certa. Com você, eu cresci. Amadureci. Me tornei uma leoa. Me descobri uma pessoa melhor, porque você é a minha melhor versão. E porque você é Luz, é fiel, é amigo.

É a pessoa mais justa que conheço. Não perca isso, filho.

A vida é não é fácil, mas não se perca de si. Da sua essência, de quem você é de verdade. Nunca recuse o amor e nunca desista de amar e de acreditar que o amor é a única força que transforma o destino.

Hoje, você faz 13 anos. E hoje, estamos fisicamente longe, porque estou trabalhando em Minas. Em mais um evento. Mais uma vez. Eu te prometi que ano que vem, estaremo juntos, neste dia. E é certo!

Mas hoje, meu coração está aí, pulsando junto com o seu e te desejando o MELHOR da vida, meu amor, meu Theo.

Nós, te amamos, mamãe, Levi e Gaia.

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Esse texto é sobre a impotência de sermos quem somos e como aprender com a dor.

Tenho certeza de que apenas os monges zens budistas, os praticantes fiéis de Vipassana, os Iluminados,  estão prontos para a morte. Porque nós, mortais comuns, que tentamos e tentamos sermos melhores a cada dia (e às vezes não conseguimos) somos ainda muito apegados à tudo o que vemos e amamos.

 Semana passada, descobri que não estou preparada para a morte. Não mesmo. E muito menos preparada para me redimir da  impotência diante da vida. Semana passada, eu fugi da morte.

Há 15 dias, mudamos para uma casa. O dono do apartamento que eu morava, pediu o imóvel e como amo morar em casa, alugamos uma bem pertinho das escolas das crianças, o que vai facilitar e amenizar muito a nossa vida.

 Por causa dos gatinhos, Mimi e Squizou, coloquei tela na casa inteira e com a ajuda de uma amiga, até no portão. Eu estava certa de que estava fazendo tudo certo. Afinal, sou uma leõa para defender os meus. (me esqueço que mesmo as leoas, perdem os seus.)

 Segunda Feira. Todas as crianças com os seus pais. E são nesses dias, que aproveito para trabalhar, trabalhar e trabalhar.

 Casa “blindada”, janela e portas abertas. A corrente de vento era uma delícia, enquanto eu trabalhava. Sentia e ouvia os gatinhos perto de mim, porque, comprei coleiras com gizo e plaquinhas de identificação com nome e telefone de casa, caso eles fugissem. Ou seja, me cerquei para não sentir dor.

 Agradeci em silêncio. Pela coragem de estar onde estava e pela saúde dos meus pequenos.  Escutei um grito de gato. Pensei: “algum gato brigando na rua”. E continuei os meus afazeres. Precisava ir perto de casa, pagar uma pessoa. Quando saí, coloquei a Mimi pra dentro, que estava estática no portão olhando para a rua e conversei com ela: “Cadê o seu irmão?” E achei estranho ele não estar com ela. Quando fechei o portão e juro que vi ele na janela da sala.  Ao atravessar a rua, um carro parado. A moça me disse: “atropelaram um gatinho e ele deve ser de alguma casa, porque está com a coleira”. Pensei: “não é o meu. ele está em casa.”  Mas não consegui chegar muito perto. Não vi o Squizou. Fiquei cega por alguns segundos. E ela pegou a coleira do chão. E me deu na minha mão.  Eu não pude acreditar!!! O Squizou morreu. Atropelado. Ali na minha frente. E eu não vi. Fiquei na rua, andando de um lado para o outro, sem saber o que fazer. Ela me disse que ele respirava um pouco, agora não mais. Liguei para os últimos numeros que estavam no meu celular. Não sabia o que fazer. Não estava preparada para a morte. Lembrei que tivemos um final de semana especial. Só Squizou e eu. Como uma despedida. Ele passou dois dias grudados em mim. Dormimos de conchinha. Brincamos. Fiz um book dele no Instagram. Mal sabia eu, era a nossa despedida. Chamei a Sônia, nossa ajudante. Tive uma crise de choro. Toquei nos vizinhos. Tive outra crise de choro. Não consegui chegar perto dele. Tadinho. E quando cheguei, não era mais o nosso gatinho. Era um gato de olhos e bocas abertos. Daí veio a culpa. De não pega-lo no colo. A culpa de não ter colocado a tela até o teto. A culpa da culpa. E as crianças, meu Deus! E as crianças? O que vou contar, como vou contar? Como vai ser? E foi... Enterramos o Squizou, eu, a Sônia e os vizinhos. Rezei. Pedi perdão. Pedi forças. Pedi proteção. Agradeci por estar sozinha em casa. Por ter poupado as crianças dessa cena triste. No dia seguinte, dei um jeito de ficar sozinha com cada um deles. E foi duro contar. Foi triste. Nenhum de nós estávamos preparados para passar por isso. Não foi planejado. Não é certo. Não estamos preparados para a perda. Cada um reagiu do seu jeito. Conheci a carinha de susto e tristeza de cada um dos meus pequenos. Um rostinho nunca visto, novo pra mim. Gaia, a primeira a saber, se assustou. Chorou pouco. Ficou preocupada com o Levi – o gato era dele. Levi, perdeu o seu filho. Chorou sentido. Sentiu muito. “Meu Deus, Meus Deus” ele dizia.  Quiz voltar para escola e ganhar um abraço dos melhores amigos. Fez desenho. Escreveu cartas e espalhou pela vizinhança: "Gato atropelado". Fizemos um altar com a foto do Squizou e uma imagem de São Francisco de Assis. Me fez prometer que vamos pedir uma lombada na frente de casa para a prefeitura. E ficou preocupado com o Theo, que aprendeu a gostar do Squizou. Theo, se revoltou, não queria conversar sobre o assunto. Chorou. Se trancou no quarto. Me culpou.  Só à noite, conseguimos conversar. Choramos juntos. Ele sonhou com gatinho. Sofri por mim e por cada um. E pela Mimi,  que miou sofrida procurando pelo irmão. O sofrimento deles duraram horas. Intenso, mas foram 24 horas. Revelamos algumas fotos e hoje fica a saudade e já o planejamento de um outro gatinho, um dia, quem sabe. Crianças sofrem o presente e olham pra frente. Não se apeguam no passado. Um beleza de tanto aprendizado. A dor nos deixou mais fortes. Somos gratos, Squizou por tanta fofice e diversão. Desculpe, pela minha impotência.  Boa volta pra casa. A gente vai ficar bem e você faz parte de nós.

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Sobre Nick Vujicik

"Se você não pode ter um milagre, seja um milagre na vida de alguém."

Gratidão a minha amiga Cintia que me levou para ver e ouvir #nickvijicik 

<3 <3 <3 <3

Porque quando a gente cuida do outro, o Universo Cuida da Gente! <3

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A vida que segue...

Vocês me acompanham pela vida. Porque somos nós, a nossa família por aqui. E os nossos amigos. Eu tento todos os dias ser uma pessoa melhor, para mim e para vocês. Às vezes consigo, às vezes não. Mas sempre tento e não desistir de algo que se quer, é uma das maiores virtudes que posso lhes deixar.

 

 

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Sobre a Vó de vocês...

A avó de vocês três, minha mãe, cuidava de 153 crianças na Febem de Batatais. 150 órfãos e 3 biológicas: eu, Rogerio Quintela e Rodrigo. Às vezes eu sentia ciúmes dela, às vezes não queria dividir o lanche com eles, às vezes eu queria a minha mãe só pra mim, às vezes o cheiro de crinolina do dormitório, me dava medo e solidão. Já adulta, entendi muita coisa. Entendi que o compartilhar e os valores, você não fala, mostra. Você não ensina, vive. E hoje eu e meu irmão temos cada um o seu Instituto, e lutamos por um mundo melhor. O Instituto de Judô Rogério Quintella e o Instituto A Nossa Jornada. :)

Porque acreditamos no ser humano.

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Para Theo Levi e Gaia

Aprendemos mais cedo ou mais tarde a encarar a vida.

As pessoas , os problemas, as dores e os amores.

Eu estarei aqui ao lado de vocês, nesses encaramentos.

Porque quando passa, a gente fica mais forte e cada vez mais pronto.

Pra vida.

Com amor,

Mamãe

 

 

 

 

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uma carta para três

#umacartaparatres 
Para Theo, Levi e Gaia: 
Quando a gente encontra o nosso lugar no mundo, a gente se encaixa naquele lugarzinho só nosso e todo mundo te vê. E você brilha. E fica em paz, grande parte do tempo. E eu desejo aqui, o seus encaixes. Com amor, mamãe.

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