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Sobre um mundo melhor.

Se tá tudo bagunçado, se tá tudo errado, se tá tudo tão estranho…

Não quero falar sobre este governo preconceituoso e ditador. Não quero te dizer que não foi a sua saída à Paulista que tirou a Dilma. Sim, ela errou. Errou feio, errou rude. E pagou. Foi apunhalada pelas costas pelos seus “amiguinhos”.

E é justamente por causa desses amiguinhos da Dilma, que também não é nenhuma inocente, que a gente tem que se unir.

Não se unir pra bater panela ou fazer carnaval fóra de época. Mas se unir e cuidarmos uns dos outros. É isso que eu e que tanta gente que ainda acredita num mundo e num país melhor fazemos.

Se quiser saber mais sobre esse novo mundo e esse novo país que NÓS podemos fazer juntos, manda um email pra mim:

renataquintella@institutoanossajornada.org

 E ó: não vou discutir política, porque nem sei.

Mas sei discutir sonhos, união, sei falar sobre a força que nos move, sobre gratidão e sobre pessoas.

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Por Zack Magiezi - Estamos parados em frente à uma história de amor

Estou parado em frente a uma nova história de amor sem coragem para avançar, admiro o relógio e a sua determinação, seus ponteiros que avançam sem nenhuma dúvida ou precaução, apenas avança e assim o relógio sabe o sentido da sua existência.

Estou parado em frente a uma nova história de amor, pensando em todos os amores que hoje estão no meu passado, estou pensando em todas as cicatrizes que estão no meu presente essas tatuagens doloridas que o amor deixou na minha existência. #zackmagiezi

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Eu por ela! :)

Há alguém em algum lugar esperando por você

Renata Quintella e a conexão do Instituto A Nossa Jornada

Nos preparamos para o encontro.

No instante em que se deixa a ordem de cama, travesseiro dobrado e cobertor, para deixar os primeiros raios de sol iluminarem o quarto ao abrir a janela, uma vontade intrínseca de mergulhar no universo do outro, reina.

 O leite quente matinal é um convite para ir até o quintal para sentir os primeiros ventos passarem para acender as reflexões diárias.

A dúvida paira diante de toda serenidade e confiança plena.

Sabíamos que Renata Quintella, teria uma cândida história para contar.

Papel em branco como quem aguarda uma informação importante. Canetas suficientes para o imprevisto de muitas palavras ou falha na escrita. Gravador limpo para receber nova história.

Todos estão organizados na bolsa de bolinhas brancas e vermelhas, para receberem o próximo causo, o próximo fato, a próxima narração detalhada de um protagonista.

 Próximo passo: Lapa.

O que esperar de alguém que nos chama para tomar café em sua própria casa? É como se a melhor amiga nos convidasse para um lanche da tarde.

 

***

 

No trem as coisas acontecem como diariamente, pessoas reagem a cada suspiro, alguns conversam, outros permanecem tentando manter um silencio contínuo.

 

Baldeações.

Ruas movimentadas.

Por todo lado tem uma história ambulante dentro de um corpo.

 

Próxima estação: Lapa.

Desembarque pelo lado direito do trem”.

A porta se abre.

Nas próximas ruas, o sol nos segue debaixo do telhado azul do mundo.

Nas mãos, suor.

Triiiiim, o dedo aperta a campainha.

Recepção.

Número do andar. Ajeitamos nossos cabelos e assuntos bagunçados.

A porta se abre duas vezes.

 

* * *

À diante, um coração de pano com algumas fitas coloridas penduradas - fazem companhia para ela, a mulher que nos espera.

No rosto, um sorriso.

Existe cor na porta, no rosto, nas pontas dos cabelos e ao longo de seus braços.

Ela está de lado e eu consigo ler “ quem tem amor tem coragem”, estampado em um braço florido.

─ Paulinha? Estava te esperando. O porteiro me disse que vocês haviam chegado. Fiquem à vontade!

Finalmente a calma: pela tatuagem e pela generosidade

 

* * *

Andreza tropeça ao cruzar a porta, é como se naquele momento ela estivesse entrando em um outro universo. Os olhos grandes percorrem os próximos cômodos, ela olha para trás me procurando.

Paula fica para trás para fechar a porta. Ela parece calma demais, mas passamos juntas por debaixo do apanhador de sonhos da sala.

 

* * *

Em palavras, ela nos leva para o interior de São Paulo, uma cidadezinha chamada Batatais, com cerca de 56 mil habitantes.

Seus pais hoje são separados.

Luiz, está no interior, estes dias ele a ligou para contar uma novidade,

─ Filha, estou vendendo acessórios em pontos estratégicos da cidade. Eu percebi que é melhor. As mulheres sempre estão nas portas dos supermercados.

Ela sorri.

─ Meu pai é praticamente um empresário.

Vera morou em Batatais por muito tempo, mas já se mudou. Renata conta com orgulho que sua mãe era professora da Febem e que ela era praticamente a mãe de mais umas 150 crianças.

Renata fez cursinho para estudar em uma universidade de qualidade, um dia ela sonhou em ser médica, mas mudou-se para São Paulo para entrar na Escola de Comunicação e Artes da USP, formou-se em Artes Cênicas.

 Fez peças de teatro, algumas bem importantes.

Viajou para fora do Brasil apenas uma vez, mas ri contando que foi com dois artistas globais.

Entrou para duas novelas na rede Record.

 Vivia na ponte aérea Rio, São Paulo. Entrava no avião, chegava no estúdio, colocava maquiagem, arrumava o cabelo, se aprontava com o figurino. Ação!

Dizia basicamente três palavras.

 

Tirava figurino, maquiagem, corria para o aeroporto.

 

Fez alguns trabalhos em comerciais e em revistas.

 

Do artístico, foi para o comercial.

 

Na transição, ela resolve contar um caso:

A minha vida é uma coisa engraçada, eu fui quase médica, quase atriz e quase famosa. Uma vez eu estava na farmácia, com muita vontade de ir ao banheiro e perguntei para a atendente se não podia utilizar, ela disse que não. Eu estava quase fazendo nas calças, quando olhei para o lado vi que tinha uma revista de cachorro, lembrei que eu estava naquela revista. Eu a peguei, abri na página e mostrei para a mulher. Falei para a moça que era eu alí e aí sim eu pude usar o banheiro. Hoje eu digo: Se tem uma porta que a fama me abriu, foi com certeza, a porta do banheiro.

As três riram dos imprevistos e encaixes que a vida faz.

 Seu telefone toca, ela pede para aguardar e vai para a cozinha conversar no telefone.

 

* * *

 

Neste momento a gente se olha, Andreza ainda observa a disposição dos móveis. Ela passa a mão pelos cabelos.

 

─ Ela gosta de arte né? Olhamos os livros por sobre a mesa.

─ Os filhos também! Rimos ao ver um desenho da família sustentado por balões em um desenho na parede.

 

Diante da Paula, uma rede estendida, lembro como é bom ficar tranquila em uma tarde de quinta-feira. O sol e o vento se encontram lá fora. Hoje é um típico dia preferido dela.

 

Lá fora as plantas insistem em dançar para fazer companhia para as bandeirinhas de festa junina ainda penduradas na grade de proteção.

Estariam as bandeirinhas querendo voar?

 

Ela volta trazendo bolachinhas e chá.

 

* * *

Hoje, com 43 anos ela é palestrante, roteirista, diretora artística e fundadora do Instituto A Nossa Jornada, este projeto teve início lá em 2013.

 

Renata sempre foi uma pessoa que gostava de ajudar as pessoas, mas fazia isso em silêncio. Um dia houve um chamado que não sabia o que era, mas sabia que precisava fazer o bem e registrar.

 

Ela contou para os amigos mais próximos, mas a maioria achou tudo uma loucura e que as pessoas pediriam a ela coisas absurdas, impossíveis de se conseguir.

 

─  Todo mundo só precisa de uma pessoa que acredite na sua vontade, se uma pessoa além de você acreditar, é quase impossível não dar certo.

 

Saiu nas ruas com a pergunta “O que eu posso fazer por você agora? ”

 

A primeira pessoa que ela abordou foi com uma flor na mão, Sr. Genário desconfiou da ação, mas disse que levaria a flor para a mulher dele. Eles eram casados há quase 70 anos e durante 30 minutos, ficou contando a história dele.

Naquele momento ela descobriu que o que ele precisava era exatamente aquilo.

 

O nome “A jornada” se deu já na primeira vez que ela foi às ruas, quando começou em uma praça e terminou o dia na mesma praça, cantando parabéns para uma outra Renata, que estava grávida (com gravidez de risco) e longe do marido.

─ Uma jornada é quando você sai de um ponto, passa por diversas transformações e volta para o ponto inicial, transformada e querendo fazer algo melhor.

Todos temos a nossa jornada.

 

Tecemos vínculo, mantemos conectadas. Em silêncio ela nos olha como quem precisa dizer algum segredo importante.

 

* * *

─ Faço isso pelos meus filhos, quero deixar um legado para eles. Fazer algo diferente onde estou e para quem está próximo de mim. Hoje eu sou a maior ‘pidona’ do Brasil e eu consigo tudo o que eu peço.

 

Ela para de repente e dá espaço para o vento passar pelo rosto e pelo cabelo.

 

O pulmão incha.

 

─ Eu acredito que todos podem fazer algo por alguém. A sensação que tenho é de acender uma centelha de luz dentro das pessoas e quero que todos sintam isso.

 

Dos olhos dela, o choro. A emoção.

Desta história, o amor que sustenta a sinceridade de uma história viva, construída diariamente.

 

─ Sempre tem alguém em algum lugar esperando para te oferecer aquilo que você precisa, o que eu tento fazer é conectar pessoas – e consegue.

 

***

 

A conexão acontece.

 Theo, Levi e Gaia dividem com o mundo o cuidado de Renata, ela é como Vera, quando cuidava de crianças lá atrás.

 

A Jornada de Renata Quintella é uma corrente do bem realizada na internet, é uma forma de fazer com que a ajuda espontânea chegue a quem precisa.

 

Existe uma rede de generosidade sustentada por um tanto de amor e dedicação.

A Jornada é a força de fazer o bem, por meio de redes sociais, planilhas, ofertas e pedidos de ajuda.

 

Uma luz que se acende no momento que você se dispõe a olhar para o outro com uma perspectiva diferente.

 

Se acende quando você decide mergulhar em um outro universo, que não é o seu.

 

É amor e um tanto de coragem, que faz com que outras luzes se acendam junto com a sua.

 

E agora?

 

O que eu posso fazer por você?

Ou prefere, neste momento, oferecer ajuda?

 

______

O Instituto A Nossa Jornada é um projeto que acontece em sua maioria na internet, todos os meses pelo menos uma pessoa é ajudada por meio da corrente do bem, feita pela ONG.

Renata Quintella recebe e pede ajuda através do seu site e das redes sociais.

 

 

 

 

 

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A agradecida sou eu.

Isadora ia nascer e não tinha nada para vestir. Em uma semana conseguimos um enxoval completo. Tode mês, desde o seu nascimento ele me manda fotos da Isadora. Ontem, José foi la pra me agradecer. Mas a agradecida sou eu, pode acreditar, José

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Somos iguais.

Hoje tento encontrar um jeito de te dizer que sou como você.

Primeiro quero te pedir perdão. Perdão por faltar em sua vida comida, emprego, remédio, saúde, moradia e muitas vezes dignidade. Por faltar momentos de felicidade.

Perdão por vivermos neste país, onde vejo a tristeza nos olhos das pessoas que são arrancadas de suas casas por conta dos estacionamentos e obras para impressionar os visitantes. Perdão, por viver nesse país anestesiado, com uma desigualdade social assustadora. É triste demais. É de fazer chorar as histórias que eu poderia te contar.

Com a exposição do meu projeto (A Nossa Jornada) na mídia, descobri como somos carentes de atenção,  de afeto. Somos carentes de falar e de ouvir.

Me tornei a esperança para mais de 45 mil pessoas que me seguem. Seria injusto, se não fosse o batalhão de gente que também quer se juntar a nós para ajudar.  O trabalho é árduo, mas vital para mim.

Hoje estamos nos estruturando.

Somos18 voluntários, que entre uma vida normal - como a sua - tentamos incansavelmente cuidarmos uns dos outros, e de você.

Eu?

Eu sou uma pessoa como você. Com problemas, trabalho, família, filhos. Ando de ônibus, de metrô. Ando a pé. Choro. Moro de aluguel e pago prestação do meu carro. Conto moedas para pagar um café, muitas vezes. Meu celular já foi cortado, meu cartão já foi bloqueado, já fiz uma cirurgia de emergência, me sinto culpada pelo tempo que não passo com a minha família e por não poder ajudar todo mundo que me procura. Sou brava e tenho dificuldades para encontrar o meu limite físico. Faço terapia para encontrar dentro de mim, uma pessoa melhor. Converso com Deus e tenho Jesus como um bom amigo e companheiro.

Hoje faço curso de Kabbalah, vou ao Centro Budista, a às vezes vou à missa aos domingos. Já fui nos cultos evangélicos, já passei um sábado na igreja Adventista do 7º dia. Já fiz curso místico. Já psicografei mensagens espiritas e tive a honra de conhecer pessoalmente Chico Xavier. Me casei a primeira vez, no centro de Allan Kardec.

Já fui ao terreiro da Umbanda. Já fiz simpatia e fui a benzedeiras. Já benzi. Leio tarôt.

E respeito, amo, acredito e admiro todos os caminhos que temos disponíveis para chegarmos em algo maior.

Acho que descobri um segredo: O segredo de compartilhar. Compartilho o meu tempo, a minha vida, o meu amor, o meu coração.

 

Compartilhando não deixo de ter problemas, mas a vida segue melhor, flui com um propósito e com uma missão. Porque o que seria da vida sem a nossa missão?

Sim, ainda há muitas coisas que quero fazer, tenho muitos sonhos que quero realizar, mas ver os sonhos realizados

Já chorei, já me senti impotente, mas quem disse que seria fácil?

Mas tenho Paz e sigo em frente, acreditando e apostando no amor.

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"Pré-Conferência Latino-americana “Dignidade e valores humanos - uma visão da América Latina”

Frei Betto e eu abriremos a Pré-Conferência Latino-americana “Dignidade e valores humanos - uma visão da América Latina” na terça feira às 11h30. Conversaremos durante 2 horas e você poderá assistir online e ao vivo aqui: http://www.sescsp.org.br/programacao/seminario/1111713_PRECONFERENCIA+LATINOAMERICANA+DIGNIDADE+E+VALORES+HUMANOS+UMA+VISAO+DA+AMERICA+LATINA#/content=apresentacao

(as inscrições ao vivo estão esgotadas)

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"sei o que devo ser e ainda não sou"

"sei o que devo ser e ainda não sou, mas me rendo graças a Deus por estar trabalhando embora lentamente, por dentro de mim próprio, para chegar um dia, a ser o que devo ser"
Chico Xavier

gratidão por tudo, pelo aprendizado diário até pela dor da impotência em não poder mudar os fatos. seguiremos em nossas jornadas, na certeza de que o amor é a força que transforma do destino.

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Em tempo de amores descartáveis, o amor virou pó.

O amor virou qualquer nota na busca desesperada por alguém.

E de tanto procurar, vasculhar, ponderar, escolher, se entregar, fugir, encarar,se envergonhar, experimentar, perceber, enjoar, se apaixonar, amar, não ligar no dia seguinte e não receber nenhuma ligação no dia seguinte, ela acabou que ficou só.

E foi assim que preferiu. Foi uma escolha. Não do coração, mas dela. 
E está tudo bem.
Porque ela simplesmente ama quem passa por ali. E amar pra ela é simples, ele mora nela. É chegar e ela amar.

E com esse amor, ela permitiu que todos partissem e que voassem pra continuarem a busca do que já possuem - dentro deles – mas não sabem.

Ela vem trabalhando o desapego e cada vez mais sabe que tá aprendendo e que é libertador deixar as pessoas irem! E lembra de quando compartilhava a vida e o amor e que também era bom e agradece pelos amores que foram e os amigos que ficaram que chegaram. O amor se transforma. Uma vez que você amou alguém, nunca deixará de amá-lo.

Ela se emociona com tudo de bom que já viveu, com o coração cheio de gratidão por todas as pessoas que passaram pela vida dela.

E ela fica feliz quando alguém encontra alguém. Que seja a alma gêmea, a tampa da panela, um namoro apaixonado ou aqueles dois na mesma sintônia na mesma busca e de repente viram a esquina de uma festa desconhecida e pá! 

Outro dia mesmo ela ouviu de um cara cuja a tal cerveja ou café nunca rolaram, por conta dos #dates #meetings e #crushs deles. 

E recebe dele um Oi! no whatsaap. E ela Oi!

E ele escreveu cheio de si: 

Então... deixa eu te contar que nesse tempo, eu encontrei alguém e acho que vou investir.

(na hora ela pensou: em investimento da bolsa, CDB, poupança, mas segundos depois caiu a ficha) 

E escreveu com sinceridade e entusiasmo: Poxa que legal! Acho íncrível você ter encontrado alguém. Investe mesmo. Quanto mais gente amando no mundo, melhor ele será! 

E veio a resposta:

É... mas isso não me impede de conhecer outras pessoas e até fazer uma sacanagem a três. Porque não há amor que resista, sem uma boa dose de sacanagem... 

E ela resolveu ir terminar o jantar das crianças, trocar lâmpada queimada da sala, enquanto pensava sobre o Caminho de Santiago que fará em breve.

 

 

 

 

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Aos 42 do primeiro tempo, continuo aprendendo:

Entrei em duas faculdades, mas não terminei nenhuma. Me formei em artes cênicas. Tive a profissão que sempre sonhei. Fiz peças lindas de teatro, toquei o coração das pessoas dizendo textos de amor, fiz novela, publicidade, festa infantil e conheci todos os teatros de todas as capitais do Brasil. Fui vendedora de shopping e babá. Saí de casa aos 18. Cheguei em São Paulo aos 21. Mudei de casa 16 vezes. Tive 3 casamentos lindos. Dos 30 aos 38 nasceram meus três filhos saudáveis.

Renasci 3 vezes, não pelos casamentos - porque nunca morri por alguém - mas em dois partos complicados e numa apêndicite suporada que levou junto uma trompa e um ovário. 

Encontrei minha alma gêmea no Tinder, mas ela não me encontrou. 

Saí de todos os aplicativos que te prometem o amor.

E encontro na vida, a minha razão de ser e de estar.

Me apaixonei e vivi todas as paixões que eu quis. Se apaixonaram por mim e estive ali pra dizer – as vezes não com palavras, eu sei –  que não era eu, que não me esperasse. 

Já comprei apartamento e ele não me fez mais feliz. Já fali algumas vezes e vivo na prosperidade do amor, sempre. 

Aprendo todos os dias a viver a vida prática, que me mata com tanta burocrácia que deveria vir da palavra “burrice”, não é possível. 

Sonho em escrever meu livro.  

Sonho em andar de balão na Capadócia com os meus 3 filhos. 

Sonho em não ter que escolher todo mês as contas que vou pagar. 

Mas fato é que:  

Não tenho mais tempo para joguinhos de sedução.  

Não tenho mais tempo pra ciúmes.

Pra projetos megalomaníacos. 

Não tenho mais tempo pra gente sem tempo.

E para únicas verdades.

Só tenho tempo pra amar e pra compartilhar. 

Já contei a minha história presencialmente para quase 2 mil pessoas. Já ajudei objetivamente mais de 300. Já inspirei mais de 41 mil. 

Aprendi a dizer “não” para quem eu amo. 

Tenho amigos que valem ouro, que não me deixam só.  Que me entendem, que pagam a minha luz quando preciso e acendem o meu amor todos os dias. 

Sigo aprendendo que quando os anjos confabulam, todo encontro é possível. 

Sigo, na certeza do amor e de amar.

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Quando fui alimento...

Fui convidada pelo Ministério da Saúde pra falar sobre o Aleitamento Materno na semana passada, semana mundial dele.
(http://www.ebc.com.br/…/semana-mundial-de-aleitamento-mater…)

Como vivo atrasada - quem me conhece, conhece - vou falar agora. 
Desculpa MS Emoticon smile

Fui o alimento por 3 anos de 3 crianças. Dos 30 aos 37, passei 1.095 dias sentada, amamentando. Enquanto alimentava os meus bebês, o mundo lá fora parava. Era um tempo só nosso. Um olho no olho de gratidão, de cumplicidade, que igual não existe.
No início foi tenso. Meus seios sangraram, eu chorava de dor e junto com o leite eles mamaram o meu sangue. Literalmente dei o sangue para alimenta-los.
Mas valeu a pena e sou grata a mim e ao Ernesto Quintella por não ter me deixado desistir quando a dor era insuportável. 

E como toda a dor, ela passou.
E restou o prazer e a maior e melhor experiência da minha vida: a de ser o único alimento de um ser humano.

Nunca me cuidei tanto quando eu amamentava. Parei de comer as coisas que mais amava, por eles. Compartilhei o meu leite para o banco de leite, fui mãe de leite de muitas crianças. Eu mesma me chamava de vaquinha holandesa Emoticon smile
Angelo também mamou um tico do leite da tia, né Talita Castro 

Quando voltei a trabalhar, artistas e até a nossa presidentA esperou eu tirar o leite na bombinha para entrar em cena.
O mundo espera por uma mãe que alimenta.

Pra quem ainda será o alimento em pessoa, só uma coisa a dizer:

Viva essa experiência, por um momento que seja e ele será o momento mais mágico da sua vida inteira. 

Mas se não der, não se preocupe, porque um bebê precisa de uma mãe feliz.

Vera Lucia Quintela viveu comigo tudo isso, né?
Abaixo:
Theo, Levi e Gaia e todo o meu amor e a minha saudade.
Theo Quintela Boechat

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Está tudo bem por aqui

Enquanto você não chega, eu me encontro. 
Pratico yoga, ando de patins, faço meditação. Escuto música no mais alto volume, para poder cantar desafinada. Às vezes, mil vezes a mesma música, às vezes, música brega, daquelas que a gente só escuta quando está sozinho. Saio pra dançar samba rock.
Os únicos donos da minha atenção, nos meus raros momentos de folga, são as minhas crianças. E quando elas estão passeando com os pais, os donos da minha atenção são as pessoas que me procuram. E quando ninguém me procura, são os meus pensamentos, os donos de mim. E quando canso deles, dou atenção ao meu coração. Medito, leio vários livros ao mesmo tempo, atualizo os painéis do pinterest.
Não fumo. Cuido das minhas amigas sem culpa ou hora pra voltar pra casa. Olho no espelho e percebo que o tempo está passando, estou ficando diferente, mais flácida, mais vivida. Estou envelhecendo. 
Enquanto você não chega, convido amigos que não estão disponíveis pra sair. Vou à estréias de teatro sozinha. Me deito às 9 da noite com as crianças, quando tenho sono, e compro vinho barato, quando quero beber, para perder a classe, dormir ou rir de mim mesma.
Não te procuro mais  nos aplicativos. Nem na vida real. Dei férias ao coração.
Compartilho do meu amor. Sem tentar impressionar ninguém ou me preocupar em ser alguém pra você gostar. Também... nem daria, porque nem tenho assunto sobre a minha última viagem ou sobre bolsas, óculos ou relógios de marca. Não entendo nada de vinhos, não tenho cartão de crédito, nem cheque especial. Meu passaporte venceu há 5 anos.  Às vezes meu dinheiro acaba muito antes do mês. Todos os dias cultivo o meu sonho: ter uma horta. 
Não se preocupe, estarei bem quando você chegar. Não tenha pressa. Está tudo bem por aqui. Ainda me emociono vendo fotos de casais felizes ou quando uma amiga encontra um amor, e lembro: sim, os encontros acontecem!
Sinto sua falta, mesmo sem te conhecer. Penso que seria bom abrir o vinho barato e dar risadas de nós mesmos. Penso em como será bom quando você estiver pronto para mim, porque assim seguiremos juntos, em frente amenizando as nossas vidas, enfrentando a nós mesmos. E seremos cúmplices das tristezas, das alegrias, dos medos e dos sonhos. Cúmplices de uma vida.  
Sim, estamos ficando prontos para nós. E uma certeza, eu tenho: Não quero mais competidores, arrasadores de pessoas. Não quero mais quem só olha para fora. Não quero mais ciúmes, acusações, choros. Não quero mais só sexo! Não tenho mais tempo pra isso.
Quero um amor. Um aliado. Que me aceite toda estranha, meio hippie e contraditória do jeito que sou. 
Que entenda sobre compartilhar o amor.
É tempo! 
Mas não tenha pressa, está tudo bem por aqui.
 

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A Gratidão pela Presença, mesmo na ausência

Temos o costume, a tradição, a mania de sofrer pela perda, pela ausência. Assim, nos apegamos na falha, na dor, na falta que aquela pessoa nos faz.No plano de cá ou do lado de lá, sinto hoje que podemos e é de nosso dever nos apegarmos no tempo em que convivemos com as pessoas que amamos.

Seja na transformação de um casamento, de um namoro, de uma amizade, a morte que seja!

Todo fim é uma transformação.

E se ao invés de dizer sobre o seu relacionamento: não deu certo, acabou!

Você disser: deu certo por 5 anos, agora partimos para uma nova jornada.

Porque o amor, não acaba, ele se transforma. Às vezes ele passa por sentimentos não tão nobres, mas um dia retorna ao amor e ainda vem acompanhado pela gratidão.

E se diante da morte sentirmos gratidão por ter vivido e convivido com aquela pessoa por tantos anos? 

E se ao invés de chorar, a gente se lembrar do quanto foi boa aquela presença? E ser grato pela oportunidade, porque a morte nada mais é do que mais um caminho da vida.

Para algumas pessoas é o fim da linha, para mim uma nova jornada.

O reencontro de almas, assim como acontece aqui, acontece lá. E é fato que vamos nos encontrar com todos que amamos um dia, mantendo os corpos de agora, para nos confortar no primeiro encontro... depois, eles não serão mais necessários e seremos o que realmente somos: almas de novo e como sempre.

Feliz jornada!

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