Já era hora de mostrarmos presença

É dito que a mente que se abre para uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original. O mesmo podemos dizer do coração, que ao se preencher de amor e esperança jamais será o mesmo. Ao ser preenchido de tais sentimentos se tornará servidor, com desejos de contribuir, entregar e compartilhar de uma sociedade mais justa e sustentável.

Elena Crescia comentou no encerramento do evento TEDx que a gratidão é mais forte que a vergonha. E é por este sentimento de gratidão que escrevo este artigo.                                                                                                                                          

No dia 02 de novembro de 2016, feriado de finados, observei a metamorfose da plateia na sala São Paulo. Mais de 1.500 pessoas vivenciando o processo de transformação de crenças e sensações.

Seria muita ousadia de minha parte escrever sobre este evento e sobre as mulheres e homens incríveis que transformaram a sala São Paulo. Mas esta ousadia é justamente uma das emoções que elas despertaram em mim!

Devo nada para ninguém. Não estamos falando de finanças aqui. E respeitando que cada um pode pensar exatamente o que quiser, expresso o que transborda de meu coração.

Jamais poderia imaginar estar na presença de tanta diversidade e riqueza de pessoas ao mesmo tempo. Um cenário florido, gerações de ideias e ideais representados por flores, árvores, borboletas, altas, baixas, loiras, morenas, negras, alpinistas, filósofos, sambistas, mães, filhas, irmãs, tias, enfim... pessoas reais! A sensação era de estar diante de um belo jardim com toda sua possibilidade de cores, fragrâncias, formas, belezas, raízes, sons e harmonias.

Se há palavra para descrever a grandeza e graciosidade deste evento, me contem, por favor!

Neste sublime TEDx, tivemos o privilégio de sermos despertos e tornarmos conscientes do que nos cerca, das pessoas que nos cercam.

Nada do que foi dito no evento é novidade, porém a doçura, sinceridade e força das palavras ditas caíram direto da cabeça para o coração.  Acenderam aquela luz que todos temos, aquela luz que nos toca, que nos encaixa e diz que a gente pertence! Pertence a si, pertence ao outro, pertence à vida.

Mulheres inspiradoras, não salvadoras. Elas não mostraram um caminho, mostraram que há caminhos para trilhar. Caminhos possíveis entre mares e montanhas, caminhos entre rimas e melodias. Inúmeras estradas possíveis se você despertar. Somos criadores do tempo e das trilhas.

Simplicidade. Essa foi a maneira como as experiências foram compartilhadas, por isso conseguimos vivencia-las em nossa alma.

Basta serenidade no coração ao olhar para o próximo e perguntar: o que eu posso fazer por você agora?

Gratidão. Adriana Foz, Alice Kuhl Rossi, Eddie, Elena Crescria, Mafoane Odara, Mariana Battaglia, Nina Oliveira, Paulo Roberto Ramos Ferreira, Preta-Rara, Raquel Preto, Renata Quintella, Ruth Manus, Sandra Chemin, Sergio Barbosa, Thaís Pegoraro, Titanium in Concert, Trio Gloss, Viviane Duarte.

Por Cintia Pelissari | Novembro 2016.

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