Fui convidada pelo Ministério da Saúde pra falar sobre o Aleitamento Materno na semana passada, semana mundial dele.
(http://www.ebc.com.br/…/semana-mundial-de-aleitamento-mater…)

Como vivo atrasada - quem me conhece, conhece - vou falar agora. 
Desculpa MS Emoticon smile

Fui o alimento por 3 anos de 3 crianças. Dos 30 aos 37, passei 1.095 dias sentada, amamentando. Enquanto alimentava os meus bebês, o mundo lá fora parava. Era um tempo só nosso. Um olho no olho de gratidão, de cumplicidade, que igual não existe.
No início foi tenso. Meus seios sangraram, eu chorava de dor e junto com o leite eles mamaram o meu sangue. Literalmente dei o sangue para alimenta-los.
Mas valeu a pena e sou grata a mim e ao Ernesto Quintella por não ter me deixado desistir quando a dor era insuportável. 

E como toda a dor, ela passou.
E restou o prazer e a maior e melhor experiência da minha vida: a de ser o único alimento de um ser humano.

Nunca me cuidei tanto quando eu amamentava. Parei de comer as coisas que mais amava, por eles. Compartilhei o meu leite para o banco de leite, fui mãe de leite de muitas crianças. Eu mesma me chamava de vaquinha holandesa Emoticon smile
Angelo também mamou um tico do leite da tia, né Talita Castro 

Quando voltei a trabalhar, artistas e até a nossa presidentA esperou eu tirar o leite na bombinha para entrar em cena.
O mundo espera por uma mãe que alimenta.

Pra quem ainda será o alimento em pessoa, só uma coisa a dizer:

Viva essa experiência, por um momento que seja e ele será o momento mais mágico da sua vida inteira. 

Mas se não der, não se preocupe, porque um bebê precisa de uma mãe feliz.

Vera Lucia Quintela viveu comigo tudo isso, né?
Abaixo:
Theo, Levi e Gaia e todo o meu amor e a minha saudade.
Theo Quintela Boechat

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